O próprio do ser humano é pensar. Pensa, pois, de dia e de noite. Neste espaço - às vezes nulo - entre dias e noites surgiu a possibilidade de um estendal de documentos. Primeiro, pensados para possível utilização em atividades escolares. Depois, expostos à sensibilidade de qualquer um. Se não vieres de dia, se não vieres de noite, podes vir ao lusco-fusco que é quando o texto, a imagem, o som e o silêncio sustentam a cor do teu olhar.
José Maria Laura
quarta-feira, 3 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
FESTIVAL POLÍTICA - “O mundo está cheio de pessoas assim”
Festival Política lança campanha contra abstenção.
«Sob o mote “O mundo está cheio de pessoas assim”, o filme pretende mostrar como o voto é importante para evitar que a decisão sobre o futuro do País cai nas mãos de outras pessoas – nomeadamente, de pessoas com comportamentos e opiniões racistas e machistas.»
AQUI: http://marketeer.pt/2017/04/12/festival-politica-lanca-campanha-contra-abstencao/
«Sob o mote “O mundo está cheio de pessoas assim”, o filme pretende mostrar como o voto é importante para evitar que a decisão sobre o futuro do País cai nas mãos de outras pessoas – nomeadamente, de pessoas com comportamentos e opiniões racistas e machistas.»
AQUI: http://marketeer.pt/2017/04/12/festival-politica-lanca-campanha-contra-abstencao/
segunda-feira, 1 de maio de 2017
SANDRA FERNANDES - As Maias
As Maias
Todos os anos, de 30 de Abril para 1 de Maio é tradição no Minho, Douro e Beira Alta, que se coloquem à porta ou janelas de casa ramalhetes de giestas amarelas, também conhecidas por maias por florirem em Maio. Todavia , noutras regiões de Portugal é também celebrado, embora de forma algo diferente.
Leite de Vasconcelos [3] refere o costume português das Maias como a mais antiga menção desta festa popular, festa evidentemente naturalística, posto mais ou menos desviada da sua significação primitiva, já pelo próprio Paganismo, já pelo Cristianismo, creio que se acha nestas linhas da Postura da câmara de Lisboa de 1385: «Outro sim estabelecemos que daqui em diante em esta Cidade e em seu termo não se cantem as Janeiras nem Maias, nem outro nenhum mês do ano».
É referido também que as origens desta tradição, de reminiscências pagãs, encontra-se ligada a ritos de fertilidade, do início da Primavera e do novo ano agrícola, tal como se afirme que afasta o mau-olhado e as bruxas de casa.
As Maias propriamente ditas constam de duas partes: o enramalhamento das portas, e o “Maio-moço”. A primeira é celebrada no 1º de Maio no Minho, Douro, Beira Alta, entre outros, onde se enfeitam “as portas das casas com ramos de giestas, chamadas Maias (…). O povo dá destes costumes duas explicações (…):
- Quando a Virgem foi para o Egipto, deixou pelo caminho muitos ramos de giesta para não se enganar na volta;
- Quando Jesus Cristo nasceu, os Judeus procuraram-no para o matarem, e, como soubessem que ele estava em certa casa, colocaram-lhe à porta um ramo de giesta, a fim de no dia seguinte o prenderem. Nesse dia porém, todas as casas da povoação apareceram marcadas, e os Judeus não puderam dar com ele .
Com o advento do Cristianismo atribuiu-se a este velho ritual pagão um carácter religioso ligado à Festa da Santa Cruz e, mesmo, ao Corpo de Deus. A lenda, alusiva a esta tradição, que com mais frequência se ouve no Alto Minho, reza assim: Herodes soube que a Sagrada Família, na sua fuga para o Egipto, pernoitaria numa certa aldeia. Para garantir que conseguiria eliminar o Menino, Herodes dispunha-se a mandar matar todas as crianças. Perante a possibilidade de um tão significativo morticínio, foi informado, por um outro "Judas", que tal poderia ser evitado, bastando para isso, que ele próprio colocasse um ramo de giesta florida na casa onde se encontrava a Sagrada Família, constituindo um sinal para que os soldados a procurassem e consumassem o crime... A proposta do "Judas" foi aceite e Herodes tratou de mandar os seus soldados à procura da tal casa. Qual não foi o espanto dos soldados quando, na manhã seguinte, encontraram todas as casas da aldeia com ramos de giesta florida à porta, gorando-se, assim, a possibilidade do Menino Jesus, ser morto.
Daí terá vindo essa tradição de colocar ramos e giestas (ou conjuntamente com outras flores, coroas), nas portas e janelas das casas, na véspera do 1º de Maio. De registar, ainda, que no Alto Minho este costume se estende aos carros de bois, aos automóveis, aos tractores, etc. Em certas localidades, coloca-se o raminho de giesta porque... o Maio é tolo! Noutras, os rapazes que estão para casar, metem por baixo das portas das casas das moças "de bom comportamento" (sem disso elas se aperceberem) uma "maia de rosas".
O artigo e a bibliografia, AQUI:
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