terça-feira, 11 de junho de 2019

Gare de Lyon et du Lion! - Paris

«Le Festival du Roi Lion et de la Jungle s’est installée quelques jours à la Gare du Lyon pour la transformer en gare du Lion. Découvrez l’événement en images.»
Disneyland Paris
La Gare du Lion

 

sábado, 8 de junho de 2019

1944 ... 2019... Homenagem eterna

Crédits Photo : Greg Lewis
Ted Owens revient en France et découvre son portrait de soldat... 
MERCI!

75e anniversaire du Débarquement. Ce vétéran britannique s’est reconnu sur l’un des panneaux affichés dans Pont-l’Évêque

Même si 75 ans séparent la photo exposée du vétéran qu'il est aujourd'hui, Ted Owens s'est reconnu. Il est l'un des libérateurs de la cité pontépiscopienne.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

AGUSTINA BESSA-LUÍS em Paris

Fotografia - Maria Laura Matos

Conheci pessoalmente Agustina Bessa-Luís na fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, num encontro que lhe era dedicado, em 1982.
Disse-lhe a minha admiração, pedi-lhe um autógrafo e, gentilmente, Agustina Bessa-Luís quis saber um pouco mais sobre aquela jovem estudante, filha de emigrantes... Ainda eram raras as que chegavam à Universidade naquela altura. 
Questionou-me relativamente ao meu percurso académico e mostrou surpresa e agrado quando soube que o meu Mémoire de Maîtrise cruzava literatura e regionalismo, evocando uma grande personalidade literária do Minho que conhecera bem, Tomaz de Figueiredo. 
Ofereceu-me um pouco do seu precioso - e tão solicitado - tempo e este maravilhoso sorriso acompanha-me desde então.. 


«As palavras não significam nada se não forem recebidas como um eco da vontade de quem as ouve.»

«As cidades não são pátrias. É na província que se encontra o carácter e a mística duma nação, e os grandes escritores deixam-se amarrar ao espírito das terras nulas e sensatas a que extraem um brilho que a pedra polida da capital não tem.»

Agustina Bessa-Luís



domingo, 2 de junho de 2019

MICHEL SERRES - (1930-2019)

Pluie d'hommages pour saluer la mémoire de Michel Serres


Paris Match | Publié le 02/06/2019
La Rédaction avec AFP
Michel Serres en mars 1990.

Michel Serres en mars 1990.MANUEL COHEN/AFP

Les hommages affluent dimanche, au lendemain de la mort du philosophe Michel Serres à l'âge de 88 ans.

Les hommages affluent dimanche, au lendemain de la mort du philosophe Michel Serres à l'âge de 88 ans, politiques, intellectuels et artistes saluant tant son «savoir» immense, que sa «chaleur» et son «humanisme». Sur internet, anonymes comme personnalités citent les réflexions de cet intellectuel passionné d'éducation, de communication et d'écologie, apprécié pour son goût de la jeunesse et son optimisme.

MERCI!



«HOMMAGE À MICHEL SERRES (1930-2019) Disparition du philisophe Michel Serres, éternel optimiste et immense pédagogue. Dessin réalisé pour Michel Serres en 2018 sur le plateau de l'émission C POLITIQUE.»
PLANTU

«Pardonnez-moi : Darius Rochebin reçoit Michel Serres. L'homme de lettres français retrace avec nous sa vie et donne son avis sur la nouvelle génération et ses technologies.»

Le Portugaba de LOUBOUTIN et la ville de Cerva


Em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, a arte do linho é uma tradição antiga e por algumas das suas localidades era comum ouvir o bater ritmado dos teares e ver os campos enfeitados com a cor azul da planta do linho.




Avec son Portugaba, le chausseur aux célèbres semelles rouges tisse une histoire d'amour et d'artisanat avec son pays de cœur, le Portugal.
[...]
La vitalité de l'artisanat portugais

Il suffit de l'observer de près pour voyager dans son histoire régionale, encore très vivace et très rurale. Ainsi les lourdes toiles de coton noir ou écru aux motifs en relief qui composent ses deux modèles sont réalisées sur des métiers traditionnels par les femmes de la Cooperativa Tecedeiras de Cerva, un village situé dans la municipalité de Ribeira de Pena. La Capa de Honra, cette veste en feutre qui fait la fierté des montagnards du nord, a été également détournée et apposée en de grands dessins colorés et chantournés. Découpés à la main sans patron, ces panneaux nécessitent à eux seuls deux heures de travail. 


Quant aux perles en céramique façon azulejos qui ornent les anses en cuir, typiques de Mafra et d'Ericeira, elles ne sont pas peintes, mais le motif y a été déposé à chaud par transfert, puis vernis. "Ce qui est formidable avec les artisans, c'est de voir à quel point ils essaient de s'adapter en faisant évoluer les techniques, ils ne s'installent pas dans le côté muséal de leur propre culture", poursuit le créateur.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

CHICO BUARQUE DE HOLANDA - Construção

Chico Buarque, um Prémio Camões com mensagem artística e política

O prémio literário mais importante do universo da língua portuguesa distinguiu nesta terça-feira, na sua 31.ª edição, um ícone da música popular brasileira a que faltava a definitiva consagração como escritor.
21 de Maio de 2019
AQUI



Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou pra descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego…
Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu à construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou pra descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público…
Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contramão
Atrapalhando o sábado…
Por esse pão pra comer
Por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer
E a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague…
Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague…
Pela mulher carpideira
Pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim nos vai redimir
Deus lhe pague…