quarta-feira, 8 de abril de 2026

“Escola Industrial e Comercial de Sintra” atual “Escola Secundária Ferreira Dias”


Edição da Câmara Municipal de Sintra
«432 páginas de memórias escritas e fotografias»



1959 - 1971

Autores

 Luís Costa 


e

Osvaldo Castanheira 



Uma notável recolha de documentos diversos, muitos deles inéditos, e de imagens antigas: um passado rico que renasce entrelaçado com memórias recentes. 

Os autores palmilharam os recantos da Ferreira onde consultaram dossiês repletos de escritos e onde fotografaram  espaços e pormenores, dando vida a uma história que perdura no mobiliário, nas ferramentas, nos instrumentos, nas máquinas, nos livros e em tantos objetos que nos contam da Ferreira... Dias longínquos! 

Enriqueceram este árduo trabalho com as suas pesquisas na Biblioteca Municipal de Sintra, na Biblioteca Nacional, no Arquivo Histórico Sintrense, nos Serviços de Arquivo e Documentação do Ministério da Educação, entre outros.

Muitos dos que passaram pela Escola Industrial e Comercial de Sintra, hoje Ferreira Dias, antigos alunos, professores ou funcionários, também abrilhantaram esta extraordinária compilação, com lembranças e documentos pessoais.

A Câmara de Sintra cedeu muita documentação e assumiu a edição deste fabuloso  estudo que teve também o precioso apoio da atual Direção do Agrupamento.  

Um espólio valioso revelado nestas «432 páginas de memórias escritas e fotografias», um livro raro em que alternam documentos inestimáveis, citações marcantes e testemunhos fortes! 
Um livro belo em que cada página nos traz cores e emoções de um passado imortalizado pelo rigor e pela criatividade de Luís Costa e de Osvaldo Castanheira!

Deixamos aqui a riqueza e a originalidade de algumas páginas... 
Há muito mais para descobrir nas restantes. Todas elas atestam a observação, a diversidade, o enorme e atento labor que fica vincado nas nossas memórias.
Isto é História.

Bem hajam! 
José Maria e Maria Laura

Nota  importante
Antigos alunos ou professores podem levantar o livro na escola desde que se identifiquem e façam marcação da data em que pretendem levantar.

Páginas 8-9


Páginas 23-24

Páginas 38-39

Páginas 98-99

Páginas 134-135

Páginas 144-145



Páginas 168-169

Páginas 186-187

Páginas 200-201\

Páginas 226-227

Páginas 252-253

Páginas 278-279

Páginas 284-285


Páginas 306-307

Páginas 314-315

Páginas 320-321

Páginas 340-341

Páginas 352-353

Páginas 400-401

Páginas 408-409

Páginas 414-415

Páginas 416-417

Páginas 424-425


Com toda a nossa gratidão!



terça-feira, 7 de abril de 2026

domingo, 22 de março de 2026

SOLÍS - Equinoccio de primavera 2026



 AQUI


«O Dia Internacional de Nowruz é celebrado, anualmente, a 21 de março. Nowruz marca o primeiro dia da Primavera. A palavra Nowruz (Novruz, Navruz, Nooruz, Nooruz, Nevruz, Nauryz) significa novo dia.

É celebrado há mais de 3 000 anos na Ásia Central, nos Balcãs, na zona do Mar Negro, no Médio Oriente e noutras regiões. Em 2009, foi incluído na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A sua celebração significa a afirmação da vida em harmonia com a natureza, a consciência da ligação inseparável entre o trabalho e os ciclos naturais de renovação, com uma atitude respeitosa para com as fontes naturais da vida.»



Na Ferreira - « Sento-me à mesa como se a mesa fosse o mundo inteiro»


Numa sala quentinha (apesar do frio de dezembro), entre muitas mesas silenciosas, uma conversa  ficou sustida no tempo para me oferecer estes sorrisos imutáveis...


15 de dezembro de 2016


Porque as nossas vidas se ergueram à volta de mesas como esta, amparadas pelo companheirismo...

Margarida, Manuel e Lourdes, abraços jubilados!
Alice e Ana, muita energia até jubilarem (em todos os sentidos)!

Maria Laura



Os trabalhos e os dias


Sento-me à mesa como se a mesa fosse o mundo inteiro

e principio a escrever como se escrever fosse respirar

o amor que não se esvai enquanto os corpos sabem

de um caminho sem nada para o regresso da vida.


À medida que escrevo, vou ficando espantado

com a convicção que a mínima coisa põe em não ser nada.

Na mínima coisa que sou, pôde a poesia ser hábito.

Vem, teimosa, com a alegria de eu ficar alegre,

quando fico triste por serem palavras já ditas

estas que vêm, lembradas, doutros poemas velhos.


Uma corrente me prende à mesa em que os homens comem.

E os convivas que chegam intencionalmente sorriem

e só eu sei porque principiei a escrever no princípio do mundo

e desenhei uma rena para a caçar melhor

e falo da verdade, essa iguaria rara:

este papel, esta mesa, eu apreendendo o que escrevo.


Jorge de Sena

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

ANTÓNIO GEDEÃO - Não há, não, duas folhas iguais

 


Fotografia - José Maria Laura



Não há, não,

duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,

não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,

que é próprio das folhas;

pecíolo algumas;

baínha nem todas.

Umas são fendidas,

crenadas, lobadas,

inteiras, partidas,

singelas, dobradas.

Outras acerosas,

redondas, agudas,

macias, viscosas,

fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,

nos actos distantes,

mesmo semelhantes

são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,

e lançam apelos nas ondas que fazem;

outras vão e jazem

sem mais movimento.

Mas outras não jazem,

nem caem, nem gritam,

apenas volitam

nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.


António Gedeão