O próprio do ser humano é pensar. Pensa, pois, de dia e de noite. Neste espaço - às vezes nulo - entre dias e noites surgiu a possibilidade de um estendal de documentos. Primeiro, pensados para possível utilização em atividades escolares. Depois, expostos à sensibilidade de qualquer um. Se não vieres de dia, se não vieres de noite, podes vir ao lusco-fusco que é quando o texto, a imagem, o som e o silêncio sustentam a cor do teu olhar.
Escola é… O lugar onde se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos. Escola é, sobretudo, gente. Gente que trabalha, que estuda, que alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ilha cercada de gente por todos os lados. Nada de conviver com as pessoas e descobrir que não tem amizade a ninguém. Nada de ser como tijolo que forma parede, indiferente, frio, só…
Importante na Escola, não é só estudar, não é só trabalhar. É também criar laços de amizade. É criar ambiente de camaradagem. É conviver, é ser “amarrado nela”. Ora é lógico... Numa Escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, SER FELIZ!
Na Biblioteca, cinema, poesia e música para celebrar Abril e receber Carmelinda Pereira!
Carmelinda Pereira, professora e política
Sandra Capelas,
professora de Português e coordenadora do PNC (Plano Nacional de Cinema)
Sara Diogo,
professora de Português e professora bibliotecária
Partilha de poesia por alunos e alunas da Ferreira Dias
Dora Gomes, professora bibliotecária
Poemas e música
Maria dos Anjos Fernandes e José Pascoal, docentes de Filosofia
Cristina Correia, Diretora do Agrupamento Aqua Alba
Fotografias partilhadas pela professora Sandra Capelas - Gratos!
Parabéns a todos os alunos e docentes envolvidos neste importante evento que lembra Abril e as Mulheres de Abril!
Carmelinda Pereira, 1972.
«Para mim, foi o tempo do medo e da sensação de que tudo se fechava. Foi o tempo em que acabei por fazer parte do grupo dos setenta que foram expulsos do ISPA. Até que veio outro tempo. A Páscoa de 1974, em que amigos meus, militares do Quartel de Santarém, me contaram que estava por poucas semanas um golpe de Estado, a valer. Eles falavam nos levantamentos de rancho dos soldados daquele quartel. Eles contavam que o seu Comandante tinha ousado esbofetear, diante das outras tropas, os oficiais que estavam na Messe, quando se tinha dado o levantamento dos soldados.
Era um período em que se pressentia o cataclismo, um período de múltiplas greves em várias fábricas, de que os estudantes iam tendo conhecimento nas suas reuniões clandestinas.
Foi assim que, numa madrugada, acordo em sobressalto com o toque do telefone. “Quem foi preso, desta vez?” – foi o que pensámos, eu e a minha irmã Rosa, já que o lugar onde vivíamos e onde viviam também outros amigos nossos – a Cruz Quebrada – era vigiado, em cada noite, por dois Pides. Mas a voz, do outro lado do telefone, o que me disse foi isto: “Liga o rádio. Houve um golpe de Estado.”
Tratava-se do Golpe dos militares, o golpe que nos trouxe a todos para a rua, ao som da Grândola Vila Morena, iniciando a Revolução.»
«Carmelinda Pereira foi a mais nova parlamentar na Assembleia Constituinte. Foi candidata pelo Partido Socialista, na lista de Lisboa, antes de ser uma das fundadoras do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS). Concorreu às primeiras eleições livres em Portugal com 27 anos e 50 anos depois sente-se incapaz de se abster.»
«A noite que espreita das janelas da casa, não vá a "madrugada que eu esperava" passar discreta e sem parar por aqui, traz contudo sombras que não devem ensombrar o vermelho dos cravos de abril, mas manter-nos alerta, porque não basta resistir. É preciso renovar.
Esta bela reportagem da Lusopress realça, de forma inequívoca, a sentida homenagem ao padre Martim, feitapela Comunidade Portuguesa de Le Raincy.
É de sublinhar e enaltecer a iniciativa e o empenho sem limites de Manuel José Rego e Júlia Machado, entre muitos, para a organização deste enorme e brilhante evento que ficará, sem reservas, na memória de todos os presentes.
Da reportagem, escolhemos apenas três imagens, mas bem reveladoras da vivência do Martim nos arredores de Paris: a escrever, a cantar, a tocar viola e a sorrir, sempre pronto para dialogar! 90 anos de vida e quase 60 nos trilhos solidários da emigração...
Dos amigos chegaram-nos muitas fotografias. Deixamos aqui algumas que avivam também a memória dos que não puderam comparecer.
Um grande obrigado pelo vosso cuidado e carinho manifestado nesta inesquecível celebração.
José Maria e Maria Laura
Capturas de ecrã
« No passado dia 19 de abril, o padre Artur Martim da Silva, mais conhecido como padre Martim, celebrou 90 anos de vida rodeado por cerca de 170 amigos, em Le Raincy, nos arredores de Paris. A ocasião reuniu várias gerações da comunidade portuguesa, que reconheceram, com emoção, o impacto profundo do sacerdote nas suas vidas. Ao longo do evento, sucederam-se momentos de homenagem, partilha e gratidão.»
com a participação dos Padres Bertrand Collignon «Vicaire général du diocèse Saint Denis» e Nicolas Maine que oficia também na igreja Notre Dame du Raincy.
Grupo Coral da Comunidade Portuguesa,
parte ativa nesta homenagem
Placa comemorativa de agradecimento da Comunidade Portuguesa
aos mais de 50 anos de presença ativa e de compromisso constante do Padre Martim da Silva.
O convívio continuou com cerca de 200 convidados de várias gerações:
Padre Martim com o grande mentor desta Homenagem, Manuel José Rego.
Padre Nicolas Maine
Padre Bertrand Collignon, «Vicaire général du diocèse Saint Denis»
Xavier Lemoine, Presidente da Câmara de Montfermeil
Fotografias - Júlia Machado
A memória do Martim, estampada em livro!
Mais uma surpresa oferecida ao aniversariante pela Comunidade Portuguesa, neste dia de festa.
Gratos, Martim, por ter repartido, por continuar a repartir essa Felicidade, nos seus escritos e no seu quotidiano!