terça-feira, 30 de junho de 2026

António Marques - Mais parabéns!




8 de novembro de 2008,
na maior mobilização de professores!



Caro António,

na publicação-homenagem escrita em 2023, faltavam facetas tuas!
Ao longo dos anos, a Ferreira esteve presente em tantas lutas docentes/decentes, com convicção e confiança. 
Graças ao teu registo fotográfico incansável, o nosso entusiasmo ficou jovem para sempre.
Hoje, com esta foto, fica um pouco atenuada esta omissão!
Rara porque fixou o teu sorriso.
Bela porque a química sempre foi boa no povo da Ferreira.
Histórica porque uma multidão desfila neste reconhecimento.

O nosso abraço de parabéns!

José Maria Laura



 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

ISAAC CORDAL - Follow the leaders. Nantes, France



 June- Setember 2013

Follow the leaders. Nantes, France

"After three months of work a new version of my installation Follow the leaders has been filed Place du Bouffay in Nantes, produced by Levoayageanantes. This time the result is a massive installation consists of 2000 pieces and several concrete buildings which represent a kind of city in ruins: a metaphor for the collapse of capitalism and the side effects of progress. The installation occupied 20 m x 18 m. At night it lights up like a sort of ghost town.

Follow the leaders is an installation in process whose sculptures number varies according to circumstances: the population could be from two thousand to five members and it can be presented both outside and inside.

Follow the leaders is a critical reflection on our inertia as a social mass. Representing a social stereotype associated with power compound businessmen who run the global social spectrum. I worked with a great team of people that have helped me to realize this project."



 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

HANNA LUCATELLI - Conceição

«Novo mural em Toronto é uma homenagem às mulheres portuguesas emigrantes

A obra da artista Hanna Lucatelli simboliza também o papel das mães lusocanadianas, que se recusam a deixar a sua cultura morrer.

A peça pretende dar visibilidade a mulheres que “trabalham o dia inteiro, dia e noite”, cuidando da casa, dos filhos, dos pais e dos maridos, mantendo ao mesmo tempo a ligação ao País onde nasceram [...]»

1636 Dundas St W, Toronto, ON M6K 1V1, Canada




terça-feira, 9 de junho de 2026

SISMOLOGIA NA ESCOLA




 No Agrupamento Aqua Alba, Agualva, Sintra,

na Escola Secundária Ferreira Dias,

graças ao Projeto Sismologia na Escola,  

docentes e alunos continuam a recolher dados reais e a «Fazer ciência»!

José Maria Laura


« A Terra está viva… e nós estamos a ouvi-la!
Sabias que o chão debaixo dos teus pés nunca está realmente parado? O nosso planeta vibra, pulsa, mexe-se — e na nossa escola temos um “ouvido” especial capaz de sentir tudo isso.
No âmbito do projeto Sismologia na Escola, criámos um vídeo que revela como funciona o nosso sismómetro: um equipamento tão sensível que deteta vibrações invisíveis aos nossos sentidos — desde pequenos sismos locais até eventos que acontecem a milhares de quilómetros!
Queres descobrir como monitorizamos a atividade geológica em tempo real e como transformamos estes dados em conhecimento científico?
Vê o vídeo e mergulha connosco no coração da Terra! »

quinta-feira, 4 de junho de 2026

MARJANE SATRAPI (1969-2026)


Crédit photo :  FRANCK COURTÈS/VU POUR « LE MONDE » 

 

👉Morreu Marjane Satrapi, autora franco-iraniana de "Persépolis"





«Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias. Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos "desaparecem", mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Contudo, a sua família resiste, tentando viver uma vida com um sentido de normalidade. Um livro inteligente, muito relevante e profundamente humano.» BBC Com esta memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância. »






27 juin 2007  | 1h 35min | Animação, Biopic
De Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud 
Com Sean Penn, Iggy Pop, Gena Rowlands






Fondation pour le cinéma Mattias et Marjane Ripa-Satrapi

Créée en 2026 à l’initiative de Marjane Satrapi, membre de la section de cinéma et audiovisuel de l’Académie des beaux-arts, cette fondation s’est donnée pour mission principale de soutenir des étudiants étrangers dans leur projet de venir étudier le cinéma à Paris.








terça-feira, 12 de maio de 2026

Sorrisos da Ferreira!


Escola

Escola é…
O lugar onde se faz amigos.
Não se trata só de prédios,
salas, quadros,
programas, horários, conceitos.
Escola é, sobretudo, gente.
Gente que trabalha, que estuda,
que alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente,
o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte
como colega, amigo, irmão.

Nada de ilha cercada de gente
por todos os lados.
Nada de conviver com as pessoas
e descobrir que não
tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo
que forma parede,
indiferente, frio, só…

Importante na Escola,
não é só estudar,
não é só trabalhar.
É também criar laços de amizade.
É criar ambiente de camaradagem.
É conviver, é ser “amarrado nela”.
Ora é lógico...
Numa Escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
SER FELIZ!

Paulo Freire


Colheita de Sorrisos inspiradores!













Fotografias - Maria Laura Matos
Abril - maio de 2026






 

A Ferreira, trémula e velhinha, espreita e acompanha o crescimento da jovem Ferreira!


A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen














Fotografias - Maria Laura Matos 
Maio de 2026







sábado, 25 de abril de 2026

JOSÉ ARY DOS SANTOS - E se Abril ficar distante

 


Fotografia - José Maria Laura
25 de abril de 2026 - No nosso jardim

«E se Abril ficar distante

Desta terra e deste povo

A nossa força é bastante

Para fazer um Abril Novo»

José Ary dos Santos

AQUI



ANDRÉ CARRILHO - 25 de Abril, Sempre. Fascismo nunca mais.

 



«25 de Abril, Sempre. Fascismo nunca mais.
Animação minha com som de @philippelenzini , produzida para a @RTP»



BIBLIOTECA da FERREIRA ... DIAS que celebram Abril!


Na Biblioteca, cinema, poesia e música para celebrar Abril e receber Carmelinda Pereira!



Carmelinda Pereira, professora e política


Sandra Capelas,
professora de Português e coordenadora do PNC (Plano Nacional de Cinema)


Sara Diogo, 
professora de Português e professora bibliotecária


Partilha de poesia por alunos e alunas da Ferreira Dias





Dora Gomes, professora bibliotecária


Poemas e música
Maria dos Anjos Fernandes e  José Pascoal, docentes  de Filosofia


Cristina Correia, Diretora do Agrupamento Aqua Alba




Fotografias partilhadas pela professora Sandra Capelas - Gratos!

Parabéns a todos os alunos e docentes envolvidos neste importante evento que lembra Abril e as Mulheres de Abril!



Carmelinda Pereira, 1972.


«Para mim, foi o tempo do medo e da sensação de que tudo se fechava. Foi o tempo em que acabei por fazer parte do grupo dos setenta que foram expulsos do ISPA. Até que veio outro tempo. A Páscoa de 1974, em que amigos meus, militares do Quartel de Santarém, me contaram que estava por poucas semanas um golpe de Estado, a valer. Eles falavam nos levantamentos de rancho dos soldados daquele quartel. Eles contavam que o seu Comandante tinha ousado esbofetear, diante das outras tropas, os oficiais que estavam na Messe, quando se tinha dado o levantamento dos soldados.

Era um período em que se pressentia o cataclismo, um período de múltiplas greves em várias fábricas, de que os estudantes iam tendo conhecimento nas suas reuniões clandestinas.

Foi assim que, numa madrugada, acordo em sobressalto com o toque do telefone. “Quem foi preso, desta vez?” – foi o que pensámos, eu e a minha irmã Rosa, já que o lugar onde vivíamos e onde viviam também outros amigos nossos – a Cruz Quebrada – era vigiado, em cada noite, por dois Pides. Mas a voz, do outro lado do telefone, o que me disse foi isto: “Liga o rádio. Houve um golpe de Estado.”

Tratava-se do Golpe dos militares, o golpe que nos trouxe a todos para a rua, ao som da Grândola Vila Morena, iniciando a Revolução.»

Carmelinda Pereira - 2017




«Carmelinda Pereira foi a mais nova parlamentar na Assembleia Constituinte. Foi candidata pelo Partido Socialista, na lista de Lisboa, antes de ser uma das fundadoras do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS). Concorreu às primeiras eleições livres em Portugal com 27 anos e 50 anos depois sente-se incapaz de se abster.»