O próprio do ser humano é pensar. Pensa, pois, de dia e de noite. Neste espaço - às vezes nulo - entre dias e noites surgiu a possibilidade de um estendal de documentos. Primeiro, pensados para possível utilização em atividades escolares. Depois, expostos à sensibilidade de qualquer um. Se não vieres de dia, se não vieres de noite, podes vir ao lusco-fusco que é quando o texto, a imagem, o som e o silêncio sustentam a cor do teu olhar.
José Maria Laura
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
JOÃO SEMEDO - Como recordo Mário Soares
Como recordo Mário Soares
Mário Soares é uma daquelas raríssimas personalidades sobre as quais já tudo se disse e tudo se lhe reconheceu ao longo da própria vida.
Não há vidas sem mácula. A vida longa, intensa e plena de Mário Soares não é excepção, mesmo sendo ele uma figura excepcional. De que Mário Soares falamos, que Mário Soares recordamos hoje? O Mário Soares da Fonte Luminosa e do socialismo na gaveta, o líder do PS que arrastou toda a direita atrás de si? Ou o Mário Soares da luta antifascista e do exílio e que, mais tarde, nos apertos da democracia, se levantou contra a direita, quer no combate a Cavaco quer, tempos depois, na oposição à troika e ao governo de Passos e Portas?
Não podemos falar de um e ignorar o outro, o próprio não nos perdoaria, como um dia me disse, sem ponta de arrependimento: “Eu fui isso tudo, eu fiz isso tudo, para o bem e para o mal”, a meio de um longo desabafo sobre a amargura e a inquietação com que olhava para os caminhos seguidos pela social-democracia europeia e o seu PS, sem esconder a sua irritação com as facilidades oferecidas aos mercados e à alta-finança pelos governos europeus liderados por partidos socialistas ou trabalhistas, tratados por ele com dureza e alguns palavrões.
Não sei se alguma vez terá reconhecido que, também ele, contribuiu – e de que maneira - para que tivéssemos chegado ao ponto a que chegámos, às arbitrariedades que marcam os tempos que correm e que tanto o revoltavam, julgo que com a maior sinceridade. Num homem que se guiou mais pela intuição do que pela convicção, essa dúvida fica por esclarecer.
Não podemos falar de um e ignorar o outro. Mas podemos escolher qual recordamos. E eu quero recordar o Mário Soares com quem, nos últimos anos, conversava ao fim da tarde, no seu gabinete da Fundação. Já afastado da política activa, Mário Soares não falava de outra coisa que não fosse de política, com indisfarçado prazer, entusiamo e vontade, como se o dia seguinte dependesse daquela conversa. Desculpem o lugar comum mas lembrava um jovem a dar os primeiros passos na política.
Soares pressentia o isolamento que crescia em torno da direita troikista, queria envolver tudo o que estava descontente com Cavaco e Passos, sentia-se frustrado com um PS que lhe parecia anestesiado. E foi assim que, em 2013, nasceram as sessões da Aula Magna, a primeira contra a austeridade, a segunda em defesa da Constituição, ambas um sucesso, que lhe alimentaram o desejo de uma terceira que, razões conhecidas, acabaram por não permitir.
Mário Soares é uma daquelas raríssimas personalidades sobre as quais já tudo se disse e tudo se lhe reconheceu ao longo da própria vida. Duvido que alguma coisa tenha ficado por dizer. Do que não duvido é da sua consagração pela História como fundador da democracia portuguesa e da segunda República. Na nossa História é esse o seu lugar.
Texto publicado no Expresso de 7 de janeiro
AFP - Le Portugal se prépare à dire adieu à Mario Soares
Foto de João Porfírio
Le Portugal se préparait dimanche à rendre un dernier hommage à l’ancien président socialiste Mario Soares, décédé la veille à l’âge de 92 ans, personnage historique qui a ouvert la voie à la libération du pays du joug de la dictature salazariste en 1974.
Ses proches souhaitent que les cérémonies funèbres, prévues lundi et mardi à Lisbonne, soient à l’image de la personnalité de cet ex-chef d’Etat jovial qui cultivait toujours «la proximité avec les gens», a indiqué son ancien conseiller José Manuel dos Santos.
Des photos géantes de Mario Soares ont été apposées sur la façade du siège du Parti socialiste, où militants et anonymes défilaient pour signer le livre de condoléances.
«C’était le père de la liberté. Sans lui, les Portugais ne vivraient pas en démocratie», a déclaré, les larmes aux yeux, Maria Fernandes, une ancienne employée de bureau de 70 ans venue y inscrire un message.
«Merci Soares!», «Une vie entière consacrée au combat pour la liberté» ou encore «Je m’excuse, mais je me retire», titraient en Une les journaux, alors que les chaînes de télévision passaient en boucle des images du «père de la nation».
La dépouille mortelle de l’ancien dirigeant socialiste sera exposée lundi en chapelle ardente au monastère des Hiéronymites, à l’issue d’un parcours de deux heures du cortège funéraire dans les rues de Lisbonne.
C’est dans les murs de son cloître que Mario Soares avait signé le 12 juin 1985 le traité d’adhésion du Portugal à la Communauté économique européenne, ancêtre de l’Union européenne.
- Longévité politique -
Mardi après-midi, l’ancien homme politique sera inhumé au cimetière de Prazeres dans l’ouest de la capitale, où repose déjà son épouse, la comédienne Maria Barroso, décédée en juillet 2015.
Le gouvernement socialiste a décrété trois jours de deuil national et appelé «tous les citoyens» à rendre hommage à cette «grande figure de l’histoire portugaise contemporaine, fondateur de notre régime démocratique et symbole de la liberté».
Sur le devant de la scène politique portugaise pendant plus de 40 ans, Mario Soares a été le fondateur du Parti socialiste, deux fois chef de gouvernement, président de la République de 1986 à 1996, et député européen.
Interrogé sur le secret de sa longévité politique, il aimait à dire qu’il avait «toujours ressenti une grande envie de vivre et une immense curiosité».
Fils d’un prêtre défroqué, Mario Soares se définissait comme agnostique mais restera dans la mémoire des Portugais comme un homme de convictions et un infatigable défenseur des valeurs démocratiques.
Pour son biographe Joaquim Vieira, la France, où il avait vécu en exil au début des années 70, a joué un rôle important dans sa formation politique: «Soares a commencé sa carrière comme communiste avant de rompre avec le PC au début des années 50. Puis, ses idées socialistes sont venues essentiellement de France».
- «Héritage socialiste» -
«A l’extérieur du Portugal, il a été vu comme le dirigeant politique qui a sauvé le Portugal du communisme après la Révolution des Oeillets», a-t-il déclaré à l’AFP.
Pour les Portugais, une page importante de leur histoire se tourne.
«C’était une personnalité très importante du Portugal. Il a milité pour la démocratie, la construction européenne, la décolonisation et contre le fascisme», a estimé Fatima Sa, une retraitée de 66 ans.
De l’étranger aussi, les hommages ont afflué.
«Mario Soares laissera le souvenir d’un activiste et dirigeant politique qui a joué un rôle central dans le retour du Portugal à la démocratie», a réagi le Premier ministre canadien Justin Trudeau.
Le président vénézuelien Nicolas Maduro a lui dit «espérer que l’héritage socialiste de Mario Soares et sa lutte pour un monde plus juste et plus humain persistera».
Pour le président brésilien Michel Temer, qui a annoncé sa venue à Lisbonne pour assister aux funérailles, «le monde a perdu un homme d’Etat et un défenseur de la démocratie et de la liberté».
AFP
sábado, 7 de janeiro de 2017
Homenagem à Dona Ivone Lara - Sonho Meu
Julho de 2015
Constelação da Música Popular Brasileira se reúne em homenagem à Dona Ivone Lara
(...), uma das primeiras mulheres a compor e cantar sambas. Ela começou ainda menina, e continua até hoje, aos 94 anos.
“Eu adoro porque são meus amigos que estão cantando. A primeira roda de samba que eu vi foi no Salgueiro. Daí pra cá eu achei também que podia ser compositora e danei de fazer samba. Graças a Deus que eu tenho muita intuição musical, que minha mãe cantava muito. O rádio lá de casa éramos nós mesmo, que inventava música, começava a cantar e pronto. Samba pra mim é meu sonho preferido”, diz Dona Ivone.
Confira a lista completa das estrelas que participam da homenagem: Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Zélia Duncan, Arlindo Cruz, Criolo, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Adriana Calcanhotto, Xande de Pilares, Teresa Cristina, Vanessa da Mata, Wilson das Neves, Hamilton de Holanda, Fundo de Quintal, Reinaldo, Luiza Dionizio, Paulão das 7 Cordas, Bruno Castro, Tia Maria do Jongo, Áurea Martins, Hélcio Brenha, Mariene de Castro, André Lara, Lu Carvalho, Aline Calixto, Carminho e Pretinho da Serra.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
GEOCEL - New Year
Agency: WINDFOR'S
Director: Dima Chkheidze
DoP: Sandro Darakhvelidze
Creative Chairman: Vato Kavtaradze
Creative Director: Bibi Asatiani
Executive Creative Directors: Nino Gordeladze, Beqa Meparishvili
Copywriters: Iko Sakvarelidze, Tsotne Mazmanishvili
Art Director: Mari Sukhishvili
Senior Account Manager: Tamar Tsintsadze
Account Manager: Levan Chikvaidze
Designers: Zakharia Mesropov, Tamta Malazonia
Strategic Planners: Lado Malazonia, Sandro Javakhishvili
Production and Post-Production Manager: Natia Nikoleishvili
Executive Producer: Ringailė Leščinskienė
Producer: Tamuna Morchiladze
Song: Katie Melua - River
Country: Georgia
Released: December 2016
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Subscrever:
Mensagens (Atom)






