domingo, 19 de fevereiro de 2017

DIOGO COSTA AMARANTE - Cidade pequena


"Cidade Pequena", curta-metragem do português Diogo Costa Amarante, venceu o Urso de Ouro para melhor curta-metragem no festival de cinema de Berlim.



‘Cidade Pequena’, filme do realizador portuense Diogo Costa Amarante, foi o vencedor do Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem do Festival Internacional de Cinema de Berlim.
O filme é protagonizado por Frederico Costa Amarante Barreto e Mara Costa Amarante, em cuja sinopse se pode ler: “Quando Frederico, de seis anos, descobre na escola que as pessoas morrem quando os corações param de bater, não consegue dormir nessa noite. No dia seguinte, a sua mãe pergunta na escola novamente: será que se deve contar sempre a verdade às crianças?”.
Com esta distinção, o cinema português sai da Berlinale com o terceiro Urso de Ouro em curtas-metragens, depois de “Rafa”, de João Salaviza, em 2012, e de “Balada de um Batráquio”, de Leonor Teles, este último conquistado na edição do ano passado.
Também em destaque neste festival esteve ‘Os Humores Artificiais’, filme de Gabriel Abrantes, que foi nomeado para concorrer aos “Óscares” europeus de curtas-metragens de 2017, prémios entregues pela European Film Academy, que vai decorrer em Berlim a 9 de dezembro.
Na secção oficial de longas-metragens, o Urso de Ouro de Melhor Filme foi para ‘On Body and Soul’, drama realizada pela cineasta húngara Ildikó Enyedi. Os restantes premiados com o Urso de Prata nesta secção competitiva foram:
Grande Prémio do Júri
– ‘Felicité’, de Alain Gomis
Melhor Realizador
– Aki Kaurismäki por ‘The Other Side Of Hope’
Melhor Atriz
– Kim Ming-Hee por ‘On The Beach At Night Alone’
Melhor Ator
– Georg Friedrich por ‘Bright Nights’
Melhor Argumento
– Sebastián Lelio e Gonzalo Maza por ‘Una mujer fantástica’
Prémio Alfred Bauer
– ‘Pokot’ (Spoor), de Agnieszka Holland’
Contribuição Artística
– Dana Bunescu pela montagem de ‘Ana, Mon Amour’
AQUI: https://filmpt.com/festival-de-berlim-curta-metragem-portuguesa-cidade-pequena-venceu-o-urso-de-ouro/

ANTÓNIO GEDEÃO - 20 anos...

Faz hoje vinte anos que morreu António Gedeão (1906-1997), o poeta e escritor que foi também, com o nome de baptismo, Rómulo de Carvalho, um eminente professor e pedagogo, além de historiador e divulgador da Ciência. Gedeão chegou tarde à cena literária. Em 1956, com 50 anos feitos, publicou Movimento Perpétuo, o primeiro livro de poesia. Seguiram-se Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Linhas de Força (1967), Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). 

Por quatro vezes a sua poesia foi reunida em volumes que coligem a obra precedente: em 1964, 1968, edição que inclui o famoso prefácio de Jorge de Sena, 1990, em edição de luxo ilustrada por Pomar, e em 2001. O conjunto da obra literária foi dado à estampa em 2004: Obra Completa reúne poesia (incluindo juvenilia), narrativas ficcionais, teatro, ensaios literários, bem como parte da extensa correspondência trocada com Sena entre 1958 e 1977. Recordar que Gedeão foi casado com a romancista Natália Nunes, sua viúva.

Eduardo Pitta



Mãezinha

A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.

Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos…
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)

Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.

Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.

Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego, às horas em
que entrava e saía do emprego.

Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.

A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.

António Gedeão


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

LÍVIO DE MORAIS - Mãe África

«Esta obra,é reprodução de uma obra da minha autoria. É resultado de um Projeto Piloto em Portugal. Um projeto do Executivo da União de Freguesias de Agualva e Mira Sintra que passa a ser marco-referência da Multiculturalidade que caracteriza a Cidade de Agualva-Cacém. O Executivo, na pessoa do seu Presidente e Vogal da Cultura, estão de parabéns. Da minha parte, enquanto autor do original, o meu sincero OBRIGADO, pela divulgação da ARTE da minha autoria.»
LÍVIO DE MORAIS













A Obra a nascer:

LOCALINGUAL - Mapa das línguas faladas no mundo

O site mostra um mapa-múndi com todos os países. Conforme se dá um zoom na imagem, as divisões administrativas internas — Estados, no caso do Brasil —, assim como algumas das principais cidades, são destacadas. Ao clicar nelas é possível ouvir o som de vozes locais. 

© 2017 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA.



FOTO: REPRODUÇÃO/LOCALINGUAL

SÉCURITÉ ROUTIÈRE -L'annonce


Afin d'incarner l’onde de choc d’un accident sur les proches des victimes, la Sécurité routière a choisi le réalisme. Elle a confié à Jean-Xavier de LESTRADE (réalisateur de documentaires, primé aux Oscars pour Un coupable idéal) la réalisation d'un court-métrage sur les gendarmes chargés d'annoncer aux familles le décès d'un de leur proche dans un accident de la route. Un instant très précis, particulièrement sensible et douloureux. « Nous sommes les messagers de l’horreur » dira l’un d’entre eux, « à cet instant, même si dehors il fait un soleil extrême, il fait tout noir, ça s’arrête. Tout s’arrête » témoigne un autre.

C'est la première fois en France que le thème de l'annonce aux familles fait l’objet d’un film. Pour ce faire, quatre gendarmes appartenant à des brigades d'Île-de-France ont été interviewés sur leur lieu de travail par le réalisateur. Un court-métrage documentaire de 5 minutes a été tiré de ces interviews. Ils y racontent d’abord le déni des familles « C’est pas possible, c’est pas lui. Non. Non, non, non il vient de m’appeler... » puis « les hurlements, les pleurs, les cris » des familles déchirées. Des scènes toujours présentes dans leurs souvenirs.

MERCI: http://www.securite-routiere.gouv.fr/medias/campagnes/l-annonce

DILEM - Comptes...