e ainda...
O próprio do ser humano é pensar. Pensa, pois, de dia e de noite. Neste espaço - às vezes nulo - entre dias e noites surgiu a possibilidade de um estendal de documentos. Primeiro, pensados para possível utilização em atividades escolares. Depois, expostos à sensibilidade de qualquer um. Se não vieres de dia, se não vieres de noite, podes vir ao lusco-fusco que é quando o texto, a imagem, o som e o silêncio sustentam a cor do teu olhar.
José Maria Laura
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Bangladesh - Abraço eterno
Um abraço de morte “assustadoramente belo”
Sérgio B. Gomes09/05/2013
A fotógrafa Taslima Akhter revelou um abraço de um homem e de uma mulher congelado pela derrocada do edifício Rana Plaza, no Bangladesh. A imagem ameaça tornar-se um ícone da luta contra as condições de trabalho no sector têxtil naquele país.
A fotógrafa desconhece a identidade deste casal TASLIMA AKHTER
Taslima Akhter não sabe quem são nem que tipo de relação mantinham. Tentou “desesperadamente” encontrar respostas para muitas perguntas que surgiram a jorros depois de horas e horas a fotografar corpos aprisionados nos escombros do edifício Rana Plaza, Daca, Bangladesh. Tentou “alguma pista” que fosse, mas nada. Para já, o homem e a mulher que se abraçam no momento fatal do colapso de há duas semanas que causou mais de 800 mortos continuam anónimos. E perseguem o pensamento da fotógrafa que captou esta imagem que agora se afirma como uma das mais simbólicas da tragédia.
Os acidentes ligados às condições precárias de trabalho e exploração humana não são novidade para Taslima Akhter (Daca, 1974). Em Novembro do ano passado, fotografou um incêndio numa fábrica de confecções que causou mais de 100 mortos, trabalho que chamou a atenção do Lens, o blogue do jornal New York Times dedicado à fotografia e ao jornalismo visual. Nessa altura, a fotojornalista declarava-se “emocionada” e “esmagada” pelo que tinha acontecido, mas não se mostrou surpreendida - antes desta tragédia já tinha fotografado outras quatro no Bangladesh em tudo semelhantes. “A história é sempre a mesma”, dizia em declarações ao Lens. E no dia 24 de Abril a história voltou a repetir-se, agora com uma escala ainda mais dantesca.
Akhter, que trabalha sobretudo em temas ligados à denúncia da exploração laboral, fotografou intensamente o desenrolar dos acontecimentos logo depois da notícia do colapso do edifício. Passou o dia entre destroços, equipas de resgate e salvamento e olhares de famílias desesperadas que procuravam entes queridos. Esses olhares marcaram-na, eram olhares “assustados”. Akhter fotografou, fotografou, fotografou até ficar exausta física e psicologicamente. Ao início da tarde (o complexo ruiu por volta das 9h locais), deparou com um casal abraçado, rodeado de ferros retorcidos e semicoberto por destroços. A reacção da fotógrafa foi de espanto. Sentiu depois proximidade, familiaridade. “Não queria acreditar. Senti que os conhecia – senti-os muito próximos de mim. Vi quem eles eram no último momento em que estiveram juntos e em que tentaram salvar-se”, disse a fotógrafa num depoimento escrito que enviou ao LightBox, o espaço online dedicado à fotografia da revista Time.
Apesar desta ligação imediata (e íntima) em relação àquela cena e àqueles dois seres humanos, Taslima Akhter confessa “desconforto” de cada vez que olha para a sua fotografia. Sente-se “estremecida" não tanto pelo momento extraordinário que captou, mas sobretudo pelo seu poder inquisitivo e comovente: “É como se me estivessem a dizer ‘Não somos números – não somos só mão-de-obra barata com vidas baratas. Somos seres humanos como tu. A nossa vida é tão preciosa como a tua e os nossos sonhos também são preciosos’”.
Uma das ambições de Akhter, que já foi bolseira da Magnum Foundation para estudar fotografia e direitos humanos, é que esta imagem contribua para que os trabalhadores no sector têxtil do Bangladesh “sejam tratados como seres humanos e não apenas como números”. E que os responsáveis pelo que aconteceu sejam punidos com as penas máximas previstas na lei. Contudo, aconteça o que acontecer aos que forem considerados culpados, a fotógrafa confessa que “não haverá alívio” dos “sentimentos horríveis” que lhe provocaram as últimas duas semanas em que esteve rodeada de cadáveres. “Como testemunha desta crueldade, sinto que é urgente partilhar esta dor com toda a gente. É por causa disto que esta imagem tem de vista”.
Também citado pelo LightBox, Shahidul Alam, escritor, fotógrafo e fundador da escola de fotografia Pathshala (onde Taslima Akhter estudou fotojornalismo), afirmou que esta imagem é ao mesmo tempo “altamente perturbante” e “assustadoramente bela”. Para Alam, a ternura que emana deste abraço “eleva-se acima dos destroços para nos tocar onde somos mais vulneráveis”. Ao dar-nos este momento tão pessoal, esta fotografia “recusa passar despercebida”. “É o tipo de imagem que nos atormentará os sonhos. Sem grande alarido, comunica. Nunca mais.”
A fotografia como acto político
Para Akhter, o exercício da fotografia é um acto político. Por isso está envolvida em organizações de mulheres e de trabalhadores e utiliza as câmaras para denunciar atropelos à dignidade e exploração humanas no seu país. O Bangladesh é o segundo maior exportador de têxteis, depois da China, com mais três milhões de trabalhadores no sector.
Na quarta-feira, as autoridades anunciaram o encerramento, numa primeira fase, de 18 fábricas têxteis por razões de segurança. O último balanço da tragédia de 24 de Abril dá conta de mais de 1000 mortos e desconhece-se o número exacto de pessoas que estavam no edifício quando as suas estruturas cederam.
No Rana Plaza, situado a cerca de 30 quilómetros da capital, os trabalhadores já tinham denunciado a existência de fendas no edifício. No interior estariam mais de cinco mil pessoas, mas esta é apenas uma estimativa. Entre nove andares, funcionavam cinco fábricas, duas delas a trabalhar para marcas de roupa como a britânica Primark e a espanhola Mango. Até agora, 12 pessoas foram detidas no âmbito da investigação à derrocada do prédio, entre elas o proprietário, Mohammed Sohel Rana, que tentou a fuga para a Índia.
Depois de mais um acidente de grandes dimensões, o Governo do Bangladesh anunciou um reforço das medidas de segurança no trabalho e das regras de construção. Foi ainda anunciada a criação de uma nova comissão para coordenar vistorias a perto de 4500 fábricas têxteis. A promessa de mais inspecções já tinha sido feita em Novembro de 2012, depois de um incêndio numa fábrica ter causado 111 mortos. Nos meses que se seguiram, esse trabalho revelou ter dado poucos resultados quanto ao reforço das medidas de segurança.
“A história é sempre a mesma” dizia Taslima Akhter. E foi.
http://www.publico.pt/mundo/noticia/um-abraco-de-morte-assustadoramente-belo-1593939
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Un pseudo peut cacher n'importe qui!
2006 - Campagne "Le masque"
La campagne « Le Masque », initiée en 2006, a été poursuivie en 2007 grâce à l'engagement des médias.
Cette campagne est composée de deux affiches et de trois spots tv. Son objectif est de sensibiliser la population aux dangers potentiels provoqués par le caractère anonyme d'Internet. Ses slogans incitent les enfants à de ne pas donner d'informations personnelles sur Internet et à ne pas accepter de rendez-vous avec des inconnus.
MERCI:
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Tráfico humano - denúncia
Le 6 avril dernier, l’ONG End-it a fait beaucoup parlé d’elle grâce à sa campagne choc. Pour marquer les esprits, End-it et l’agence Sapient Nitro ont fait circulé un camion vitré dans les rues d’Atlanta, transportant des actrices transformées en esclaves sexuelles.
End-it est une jeune association, créée le 21 décembre 2012. Elle œuvre pour le combat contre le trafic d’humain et l’esclavage en tout genre. Ici, elle tente de briser le tabou de l’esclavage sexuel autour des grands événements sportifs.
Le 6 avril dernier se déroulait la «Final Four», grand événement sportif suivi par de nombreux américains. L’association a profité de cet événement pour réaliser cette action choc. Le camion, jouant le rôle de cortège, montrait des dizaines de filles prostituées, prises de forces. Une opération marketing réussie car elle a su attirer l’attention de tous les passants, et a été relayée par un grand nombre de médias.
End-it souhaite enclencher une prise de conscience collective : l’esclavagisme existe toujours et est présent partout.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
«O maltrato infantil visto por quem sofre»
Fundación Anar crea mensagen "SOLO PARA NIÑOS" – publicitad contra el maltrato infantil
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O desafio para a agência Grey era criar uma campanha da Fundación Anar que fizesse chegar a sua mensagem a um menor maltratado, mas acompanhado por um adulto. Através da altura média de adultos e menores de dez anos, a agência conseguiu desenvolver duas mensagens diferentes.Mediante uma sobreposição de imagens, foi possível fazer com que o adulto visse uma mensagem de consciencialização, e em simultâneo com que os menores vissem uma mensagem em que a Fundação Anar oferece a sua ajuda e lhes mostra o seu número de telefone.
Recorde-se que a Fundación Anar é uma entidade latino-americana que dá atenção a crianças e adolescentes em situação de risco, oferecendo uma linha telefónica exclusiva para menores de idade, com o objetivo de lhes proporcionar ajuda confidencial e anónima.
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