segunda-feira, 16 de novembro de 2020

VHILS na Lourinhã - Uma homenagem de mar e pedras de palavra!

 Quando as ondas misturam as letras de MAR e VHILS , é MARaVILHoSo!

Para partilhar esta emoção de maresia estilhaçada, fizemos capturas de ecrã, reproduzimos a citação escolhida pelo próprio Vhils e deixámos o vídeo desta  homenagem ímpar. 

Vhils esculpiu na pedra o vaivém das palavras disseminadas pela obra de Saramago.

José Maria Laura








"Quantas vezes, para mudar a vida, precisamos da vida inteira, pensamos tanto, tomamos balanço e hesitamos, depois voltamos ao princípio, tornamos a pensar e a pensar, deslocamo-nos nas calhas do tempo com um movimento circular, como os espojinhos que atravessam o campo levantando poeira, folhas secas, insignificâncias, que para mais não lhes chegam as forças, bem melhor seria vivermos em terra de tufões.” 

José Saramago, A Jangada de Pedra

Vídeo AQUI

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Quando soltares a tua alma...

 
Fotografia - José Maria Laura


MAN - L' Amérique retient son souffle


SIMON O'ROURKE - Giant Hand of Vyrnwy

« Giant Hand of Vyrnwy – Comprising of a single giant hand in an existing tree stump. Height – 50ft total including tree stump. (...)

I found out through a friend that the tallest tree in Wales had been storm damaged and was due to be felled, and that Natural Resource Wales who were in charge of the site, were going to commission an artist to carve the tree.

I searched the internet for the right person to talk to, and on finding them, I got permission to submit a design!»


 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

JORGE DE SENA - Zodíaco e JOSÉ MARIA SILVA

Trás-os-Montes, anos 70
Fotografia de José Maria Silva


Os deuses nascem quando a vida estreita
laços de olhar, em torno da memória;
lembrar com medo é refazer a história
de quantos deuses uma estátua é feita.

Surgem desígnios que a morte ajeita
ao jeito permitido... Sim ! Devore-a
a pura terra em água mais eleita,
que, ao chamar gruta à solidão marmórea

dará, e a Deus, um cântico e um destino.
Se foi impunemente que menino
me demorei no tempo e não perdi

o bibe sujo que ficou como era,
tenho maior direito ao que se espera:
criei constelações e nunca as vi.


Poesia-I
Círculo de Poesia - Moraes Editores, 1977

JORGE DE SENA 
(2 de novembro de 1919 - 4 de junho de 1978)